Camille e Rodin

Belo Horizonte não é uma São Paulo em termos de ter muitas variedade peças de teatro, mas recebemos muitas durante o ano. Por isso, quando meu pai leu sobre Camille e Rodin e nos convidou para ir, como não ir? A peça só iria ficar um final de semana aqui e fomos nesse último domingo. Para aqueles que pensam que teatro é caro, a inteira era 40 reais, então acredito que de vez em quando, para uma peça que é de seu interesse vale a pena.

A peça foi no Teatro Bradesco, que fica no Minas Tênis I. O teatro é novinho, ótimo, super confortável, o som é excelente, tem acessibilidade para os cadeirantes. Só tenho uma crítica, não tem um corredor no meio, por isso as fileiras são imensas, fazendo com que as pessoas tenham um certo problema para se locomover. Tirando isso, o Minas e o Bradesco estão de parabéns!

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Quem não está de parabéns são as pessoas que vão a esses eventos e não desligam ou, no mínimo, colocam o celular no silencioso. Os atores pararam a peça três vezes devido a celulares tocando! Não custa nada gente! Claro, que acontece de você esquecer uma vez ou outra, mas podemos tomar um cuidado no teatro ou cinema para não atrapalhar ninguém né?

Agora, vamos ao que interessa! A PEÇA!A peça foi incrível, ela está em cartaz pelo Brasil há 2 anos e conta com Leopoldo Pacheco (Valter, em Jóia Rara!) e Melissa Vettore como atores. O cenário é simples, sem muitos efeitos especiais, mas era coeso e dava a possibilidade de fazer vários momentos vividos pelas personagens. Rodin e Camille é um drama baseado na vida real de dois grandes escultores franceses, Auguste Rodin e Camille Claudel. Conhecia Leopoldo pelo seus trabalhos na Globo, então sabia que ele era bom, mas quem realmente se sobressaiu e me surpreendeu positivamente foi a Melissa. A atriz, que não é muito conhecida, brilhou, se entregou completamente a personagem que demandava falas dificílimas e uma intensa expressão corporal.

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A peça se passa em Paris e são flashbacks lembrados por Camille enquanto ela está internada no manicômio. A história é intensa, mas é real. Camille era uma escultora que tinha problemas em ser aceita pela sociedade machista de sua época, que acreditava que mulher não podia ser escultora ou, se fosse, só poderia fazer certos tipos de esculturas, como bustos, mas nada como mulheres ou homens nus. Além disso, ela se apaixona pelo seu mestre, Rodin, e aceita viver como sua amante por 15 anos, vivendo intensamente com ele. Entretanto, ela ficou frustrada de ser a outra e percebeu que ele não largaria a primeira namorada e mãe de seu filho, Rose, e, por isso, decidiu largar Rodin. Na mesma época, ninguém comprovava sua obras e, pior, as pessoas fizeram boatos que quem fazia as suas obras era Rodin. Camille ficou em um forte estado depressivo, nutrindo um sentimento de amor e ódio por Rodin, passando a ter alucinações. Seu irmão, diplomata, a internou em um manicômio e foi lá que ela passou seus últimos 30 anos de vida, enquanto Rodin se tornou super conhecido e se casou com Rose depois de 55 anos de relacionamento.

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Os trabalhos dos dois escultores são impressionantes e realmente há muitas semelhanças entre eles, por isso separei os meus favoritos para vocês verem. Eu adoro as expressões francas das peças de Camille e as formas perfeitas de Rodin. A maioria das peças de Camille foram destruídas por ela, mas algumas permaneceram intactas. As obras dos dois estão, em maioria, em Paris no Museé Rodin. Alguém já foi? As minhas escolhidas foram “O Beijo” e o “O Pensador” de Rodin que são clássicos, que mostram a destreza que ele tinha com o mármore, fazendo formas perfeitas do corpo humano. Já o meu favorito de Camille é “A idade madura” , que é um retrato de Rodin escolhendo Rose e deixando ela para trás, a realidade da peça faz com que ela fique ainda mais viva e rica em detalhes como as expressões dos representados.

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Infelizmente, a peça só ficou aqui por um fim de semana. Se voltar aviso vocês. A programação do Teatro inclui Disney Live e Rafinha Bastos, então tem para todas idades e gostos, o site dele tem todas as informações e preços dos próximos eventos.
http://www.teatrobradesco.com.br

Quero saber se alguém foi nesse fim de semana e o que vocês acharam, além disso me contem se tem alguma peça que vocês amaram e que seja um must see! Já sabiam da história de amor e arte de Rodin e Camille, gostam das obras deles? Me contem tudo!!!

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5 comentários sobre “Camille e Rodin

  1. Tetê disse:

    Vi,

    Tô adorando seus posts! Vc sabe que sempre gostei das suas dicas, né?! Iria ter adorado essa peça, principalmente pq não costumo associar esculturas a um período tão moderno… Bom quebrar os paradigmas e conhecer novas histórias! Seu blog só me dá mais vontade de chegar logo pra aproveitarmos o que BH tem a oferecer juntas! 🙂

    Beijinhos

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  2. Gabi Matte disse:

    Vivi!!!! Olha que coincidência!!! Eu to entrando pela primeira vez no seu blog e fui HOJE no Museu Rodin e no D’orsay e vi todas essas esculturas aí!!!! Fiquei até arrepiada com seu post pq parece combinado! Eu li esta história hoje e vi tudo isso de pertinho! Olha, vc está de parabéns!!! Vc escreve muito bem!!! E eu compartilho desse sentimento de conhecer o novo, de viajar, explorar!!! Vou curtir muito seu blog! Vai com tudo!!!! Mil beijos!

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