Centro de Arte Popular Cemig – exposições permanentes e itinerantes

No Facebook, eu sigo a página do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, por isso, fico por dentro de novas exposições nos 12 espaços que compõem o Circuito. Quando li que tinha uma exposição que envolvia roupas, chamada “Estampoemas” pensei: “outro lugar para eu ir com a Ana“, e ela como sempre (#parceira!) adorou a idéia.

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A exposição está estabelecida no Centro de Arte Popular – Cemig, que existe a mais de dois anos e eu ainda não conhecia, por isso, foi um prazer em dose dupla. O prédio do antigo Hospital São Tarcísio, de 1928, foi todo reformado como os demais do Circuito, além de ter um elevador para que os deficientes tenham acesso ao centro. Logo na fachada, o prédio já conta com três esculturas do lado de fora, dois cavalos e um boi.

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O CAP conta com 6 salas de exposições, sendo 4 delas permanentes. Nas salas permanentes são privilegiadas obras de artistas mineiros, de várias regiões do Estado, que usam como matéria-prima, principalmente, a argila e a madeira, além de pinturas rupestres encontradas nas muitas grutas do Estado. Os mais de 800 objetos estão divididos nas categorias: arte e fé, tradição mineira, arte rupestre e sala dos grandes mestres. Como a maioria dos museus que fazem parte do Circuito, a tecnologia está presente nas apresentações audio-visuais espalhadas pelo prédio. O objetivo do CAP é mostrar a diversidade e riqueza das manifestações culturais populares e isso é atingido com perfeição, pois podemos ver com clareza a herança cultural do nosso Estados através das peças, que simbolizam nossas crenças, lendas, mitos, religiões e folclore.

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Atualmente, as duas salas reservadas para exposições itinerantes estão ocupadas. Uma das exposições chama-se “Exposição Brasil Indígena – Herança e Arte“, que reflete o modo de vida dos indígenas espalhados pelo Brasil. Ela pode ser divida em duas partes. A primeira parte mostra os utensílios utilizados pelos índios para a subsistência, ou seja, para a caça, a pesca, atividade agrícola ou uso doméstico. O segundo grupo de peças são objetos de uso pessoal ou de rituais espirituais, destacando os adornos plumários.

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A outra amostra é a “Estampoemas”, justamente a que eu chamei a Ana para ir. Essa exposição da artista Elisa Grossi conta a história de Chica da Silva de uma maneira totalmente nova, através da moda e do design. A história é contada nas roupas expostas, através de textos bordados, desenhos e impressos, além de quadros que retratam Chica ou onde ela viveu. As roupas são incríveis, super detalhadas e realmente remetem aquelas usadas no século XVIII em Minas Gerais.

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Uma grande e feliz surpresa foram as paredes interiores do prédio. Desde que eu fui em Wynwood (já falei sobre lá aqui no blog!) eu curto muito um grafitti bem feito. Nas paredes interiores tem grafittis incríveis e eu não esperava isso no CAP, porque ele pode ser considerado um museu mais tradicional.

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As exposições itinerantes estarão no CAP até o dia 30/08, portanto quem quiser vê-las tem que correr. Acredito que valha muito a pena ir e gastar uma horinha do seu dia, além de ser um programa grátis.

CENTRO DE ARTE POPULAR – CEMIG

Rua Gonçalves Dias, 1680 – Lourdes

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Horários:

Terça, quarta e sexta: 10 hrs às 19 hrs
Quinta: 12 hrs às 21 hrs
Sábado e domingo: 12 hrs às 19 hrs

ENTRADA GRATUITA

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