Um majestoso castelo no meio da Califórnia

O Hearst Castle, fica no topo de uma colina na cidade de San Simeon, na Califórnia, EUA. Ele tem esse nome, porque seu dono era William Hearst (1863-1951), um famoso magnata da mídia, que herdou da sua mãe o terreno onde construiu o seu palacete e viveu lá por 20 anos com sua amante Marion Davies, recebendo muitos convidados com todo luxo possível (#ostentação!). O Castelo é composto pela Casa Grande e pelas três casas de hóspedes, a Casa Del Mar, – a maior das três, com 19 cômodos – a Casa Del Sol, – tem 18 cômodos e tem esse nome por ter uma vista para o pôr do sol – e a menor delas a Casa Del Monte – com 10 cômodos e vista para as montanhas. Hearst morou na Casa Del Sol até que a casa principal ficasse pronta e depois de ver o resultado final disse : ” Se soubesse que ia ser tão grande, teria aumentado as pequenas”. Gente, qualquer uma das “pequenas” estavam ótimas para mim, esse homem era o “Rei do Camarote” na época dele!

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Para conhecer a mansão, existem vários tours com guias explicando cada detalhe. O “Tour One” foi o que eu fiz e é recomendado para quem visita a casa pela primeira vez, ele inclui o Térreo da Casa Grande, uma das casas de hóspedes, as duas piscinas e parte dos jardins. Os demais passeios exploram os outros andares da casa grande. No verão e na primavera há passeios à noite, com atores vestidos à moda dos anos 1930. O castelo abre todos os dias às nove horas e os ingressos custam 25 dólares para adultos,12 dólares para crianças de 5 a 12 anos e grátis para os menores de 5 anos. Pode parecer salgado o preço, mas garanto que vale cada centavo!

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A Casa Grande é cheia de obras de artes, tapeçarias e muitas salas diferentes. A Sala de Bilhar, o Refeitório, a Sala de Reuniões, o Cinema (sim, com 50 lugares!) e a Piscina Romana (interna, aquecida, dourada, linda e que era ponto de encontro românticos) são os pontos altos do térreo da casa principal. Nos demais andares, ficam os inúmeros quartos e banheiros.

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Além disso, o Sr. Hearst transformou a encosta árida, típica da Califórnia, em um Jardim do Éden. Os jardins são incríveis, com longas palmeiras, carvalhos de 200 anos e muito mais nos 510 mil metros quadrados de área verde (não, você não leu errado!). Existiam 5 estufas com flores coloridas no ano todos, 4.000 árvores frutíferas e acreditem se quiser, um pequeno zoológico particular, chamado Camp Hill, em que viviam leões, ursos, elefantes em jaulas (ainda existem algumas na propriedade) e outros animais soltos, como zebras e girafas. Quer mais ostentação? Prepare-se porque tem mais! Hearst era fã de atividades ao ar livre e por isso, mandou construir uma pista de corrida de cavalos coberta para que pudesse cavalgar até sob chuva e instalou quadras de tênis sobre a Piscina Romana Interna. O local mais “a cara da riqueza” de todos é a Piscina de Netuno, com 32 metros de extensão, toda de mármore branco e cercada de colunatas, colunas, reproduzindo um típico templo grego.

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Em forma de curiosidade para meus amigos e amigas (principalmente elas!), arquitetos e engenheiros, a arquiteta que desenhou e supervisionou essa obra gigante foi Julia Morgan. Ela foi uma das primeiras mulheres a se formar e engenharia na faculdade da Califórnia, em Berkeley e a primeira a receber o diploma de arquitetura de École Nationale e Spéciale des Beaux-Arts de Paris.

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O Hearst Castle foi um dos lugares mais surpreendentes que já visitei. Quem estiver indo para os EUA e tiver a oportunidade de ir a Cali não deixem de ir nesse incrível lugar! Espero que tenham gostado e se interessado! Alguém já foi? Alguém quer ir?

Uma Miami diferente…

Miami é mundialmente conhecida por ser um paraíso de compras, ter belas praias e festas incríveis. Entretanto, a pessoa que vos fala, conheceu uma Miami diferente. Eu queria fazer algo cultural em Miami, algo como museus e locais históricos, e acreditem se quiser, eu achei! Por isso, se preparem para ficar chocados com o que essa cidade tem a oferecer.

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O primeiro lugar que indicaria, sem dúvida é a Wynwood Walls. Wynwood é um bairro de Miami que é conhecido como o reduto dos artistas de rua, dos designers e dos arquitetos mais hypes, por isso lá existem muitas lojas de roupas diferentes e lojas de móveis super criativos, mas o mais impressionantes são os grafittis. Eles estão espalhados pelo bairro, entretanto existe o Wynwood Walls que é considerado um museu a céu a perto, grátis, que reuniu os melhores e mais reconhecidos artistas dessa arte em um só lugar! Fiquei muito feliz em saber que três daquelas paredes eram obras de brasileiros (Nunca, Os Gêmeos), inclusive a parede da frente, que é a primeira que você vê quando chega, mas existem artistas de vários países, como Ucrânia, França, EUA etc…

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Descobri que desde que eu fui, eles lançaram mais um projeto, o Wynwood Doors, que são 16 portas, de 176 pés de altura, com rodas, grafitadas. Do lado das Walls, tem um restaurante que tem uma decoração linda e super de acordo com o local em que se encontra, não almocei la, mas vale a pena entrar para olhar as paredes e esculturas do interior. Depois que visitar as Walls, minha dica é pegar o carro e passear pelo bairro, pois tem muitas paredes grafitadas por artistas não muito famosos, mas não menos incríveis. Mesmo que você não compreenda essa arte, você deveria ir, pois é um lugar único no mundo, você não vai encontrar uma coisa assim em nenhum outro lugar.

Um outro lugar incrível em Miami, mas muito pouco conhecido, é o Memorial do Holocausto em Miami Beach. A maioria dos visitantes são judeus, mas isso não significa que os demais não poderão se emocionar por aqui. O local é um lago com uma escultura no meio, que para se chegar lá, é necessário passar por um caminho cheio de fotos da guerra, além de ter uma música hebraica tocando no fundo. A escultura principal é uma mão, que pode ser vista de qualquer ponto do memorial, e ela significa a tentativa de libertação dos judeus durante a guerra, e ao longo do braço de bronze, existem 130 figuras humanas de alto relevo, expressando a angústia e desespero. Nas paredes que circundam o braço estão gravados nomes das vitimas do holocausto que tem famílias em Miami. A visitação não é paga, o local é lindo, cheio de história e muito emocionante.

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Outra sugestão seria o Vizcaya Museum and Gardens. O lugar por si só já vale a visita, porque ele é LINDO! A mansão tem um estilo italiano e nos remete há um tempo em que Miami era calma, cheia de árvores e sem muito trânsito. A casa é cercada por lindos jardins, fontes e santuários. Lá é tão lindo, que vi dois casais tirando as fotos do casamento no local. A casa pertencia a um industrial chamado James Deering, que gastou o dinheiro que tinha e o que não tinha para construí-la e hoje pertence a cidade de Miami. No interior, a decoração da casa, datada de 1914, permanece intacta, por isso, podemos ver como eram os móveis, utensílios e assim, o estilo de vida das pessoas que viviam em Miami nesse período. O preço do ingresso é 18 dólares para adultos e estudantes com documento pagam 10 dólares. A casa fica aberta todos os dias menos quinta-feira, das 9:30 às 16:30.

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Além dessas três sugestões, posso sugerir o Museu da Cidade de Miami(em Downtown), o Bass Art Museum (em Miami Beach) e a Venitian Pool (piscina pública que era uma pedreira de 1923, localizada em Coral Gables).

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Não gente, eu não sou esquisita. Claro, que eu também fiz compras (F21, eu te amo!), fui a praia (aquela água quente é uma benção!) e passeei por Miami Beach olhando os carrões passando… Mas eu quis ir além do tradicional, do clichê e sinceramente me surpreendi positivamente. Alguém já foi nesses lugares? Tem outros para me indicar? Quem se surpreendeu com esse lado de Miami? Quero ouvir o que vocês tem a dizer, por isso resolvi fazer uma enquete sobre esse post, PARTICIPEM!