Um dos melhores espaços de exposições de BH: CCBB

No último domingo, eu, Tetê e Victor fomos ao CCBB para ver a nova exposição chamada “Visões na Coleção de Ludwig“. Fui sabendo muito pouco das obras (#confissão), mas grandes nomes me chamaram atenção como Pablo Picasso e Andy Warhol (que eu amo e inclusive vi uma exposição dele em Milão com o Victor).

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Peter Ludwig era um famoso empresário alemão (1925-1996) e é considerado um dos cicerones da arte em seu país natal. A coleção particular reunida por ele é considerada a mais importante da Europa e apresenta mais de 20 mil peças, espalhadas por 12 museus em diversos países, como Alemanha, Suíça, Hungria e Rússia, e no caso, às obras expostas no Brasil foram cedidas pelo Museu Estatal Russo de São Petersburgo. A mostra tem a predominância de obras do movimento pop, neoexpressionismo e fotorrealismo, o que a tornou bastante diferente de exposições de museus tradicionais e está distribuída em 8 salas no 3º andar do prédio, além de um quadro chamado “Cabeça de uma Criança” exposto no pátio.

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Gostei bastante de várias obras e me fez expandir meus horizontes para esse tipo de arte, mais atual e realista. Entretanto, o que mais nos impressionou foi a diversidade de peças, algumas até curiosas para se ter em uma coleção particular, mas gosto é gosto certo? Como visitamos durante a Virada Cultural o CCBB estava lotado, mas em dias sem eventos é super tranquilo de ir. Essa exposição rodou os CCBBs espalhados no Brasil e termina aqui em BH, ela é gratuita e estará por aqui até o dia 20/10.

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Outra exposição também está sendo exibida no Térreo. A “Paradise in Progress” de Daniel Hourdé conta com esculturas e algumas pinturas e desenhos quadros em que os artistas utiliza de vários materiais diferentes, como espelho. Li que o artista queria retratar “obsessões e fantasias impregnadas de misticismo judeu-cristão”, e por isso, os principais temas são a morte, o inferno e o pecado. Assim, você verá esculturas de corpos muito bem esculpidos (em ambos os sentidos! Hahaha) com somente o crânio como cabeça, outras que estão envoltas de espinhos ou até mesmo sendo atacadas por um esqueleto. Se a intenção do artista plástico francês era mostrar o seu olhar sobre esses temas acho que ele conseguiu com louvor, apesar de não ser muito do meu gosto, por achar bem forte e tenebroso. A exposição é gratuita, e fica até o dia 27/10.

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Para finalizar o post, quero fazer um comentário sobre o CCBB em si. O prédio é lindo, super bem conservado, pois foi todo reformado para receber o centro. Originalmente, ele foi projetado pelo arquiteto fundador da Escola de Arquitetura da UFMG, Luiz Signorelli, para abrigar a Secretaria de Segurança e Assistência Pública e foi inaugurado em 1930. O prédio tem 6 andares e conta com um teatro com capacidade para 246 pessoas (preços fixos de 10 reais – inteira – e 5 reais – meia), além te ser todo equipado com elevadores e rampas para deficientes motores e apresenta o restaurante Café com Letras no pátio. Entretanto, o diferencial do CCBB para mim são as visitas guiadas de várias maneiras diferentes e criativas. Há a Visita Teatralizada (Seg, qua, qui, sáb, dom e feriado – 18h), em que um personagem do passado conta a história do prédio para os visitantes (já fui e super indico!), a Estação Boêmia (Sex – 18h), narrativa que conta com humor e música a vida cotidiana de BH na década de 1950, a Em Cantos e Contos (Sáb, dom e feriado – 14h e 17h), apresenta um novo olhar para as exposições através de contos populares, a Musicando (Sáb, dom e feriado – 15h), busca a interação do público através da linguagem corporal, entre outros. Então, se der para ir visitar as exposições nesses horários, você vai ter outra perspectiva das obras e vai se divertir!

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E aí? Se interessaram? Amo quando vocês comentam, então, por favor, fiquem a vontade!

PS: As fotos são da internet ou tiradas pelo meu fotógrafo favorito, Victor Augusto!

Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte

Praça da Liberdade, 450 – Funcionários
CEP: 30140-010 | Belo Horizonte – MG
(31) 3431-9400
ccbbbh@bb.com.br
Funcionamento: de quarta a segunda das 9h às 21 horas

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Uma arte que está começando a virar tradicional no Brasil

O gênero musical, tanto em teatro em filme, é um gênero complicado, ou você ama ou você odeia. Eu, particularmente, amo. Em Belo Horizonte, em termos de teatro, pouco se vê deste gênero, entretanto nos últimos anos, o Brasil veem criando mais musicais baseados em artistas nacionais, como Tim Maia, Elis Regina, Rita Lee, Cazuza o que promove cada vez mais o gênero no país. Atualmente, em BH está acontecendo o musical da Cássia Eller, mas quando fui comprar já estava esgotado, infelizmente.

Como o nome do blog já diz, acredito que você pode vivenciar um mundo novo em qualquer lugar, inclusive vendo um filme, assistindo a uma peça de teatro ou lendo um livro. Muitas pessoas não tem intimidade com o gênero musical, por isso, vou mostrar para vocês os meus favoritos. A maioria deles são criações originais da Broadway, mas você não precisa ir para Nova York para assisti-los (se for, melhor ainda!). No meu caso, tive contato, ou através das produções hollywoodianas ou através de produções nacionais, em São Paulo, que, sinceramente não deixam nada a desejar em termos de qualidade, de musicalidade e de interpretação.

1- O meu favorito de todos os tempos é O Rei Leão. Baseado no filme da Disney de mesmo nome, o musical é super tradicional na Broadway, completando 10 anos de estréia agora em 2014. A produção original já ganhou vários Tony Awards (prêmio de teatro, equivalente ao Oscar no cinema!) e tem varias adaptações ao redor do mundo, inclusive, no Brasil. A tradução brasileira tem músicas originais, feitas por Gilberto Gil, fantasias incríveis e coreografias de tirar o fôlego. A peça ainda está em cartaz em SP, no Teatro Renault e os ingressos são vendidos online. Por isso, quem for visitar a cidade não deixe de ir!

2- O musical Evita é muito conhecido no mundo todo pelo seu filme que tem como estrela principal, Madonna. A produção conta a vida de Evita Peron, desde a ida para Buenos Aires para se tornar cantora até sua sofrida morte, passando pelo romance e casamento com Peron e eleições argentinas. A versão brasileira, que já terminou, estava localizada em SP e foi incrível (bem melhor que Madonna…). Peron era interpretado por Daniel Boaventura (que canta divinamente!), as músicas são excelentes e a história real é tão dramática que é ideal para um musical. Iria de novo, se tivesse oportunidade, com certeza!

3- Meu terceiro lugar tem que ser Dreamgirls – Em Busca de um Sonho. Infelizmente aqui, não tive a oportunidade de ver no teatro, mas eu quero muito. O filme conta a história de um grupo de três cantoras, que depois de muito tentar consegue o sucesso, mas isso não significa muitos conflitos! O filme é estrelado por Beyonce e Jennifer Hudson (que ganhou um Oscar pelo papel!), e se você conhece essas duas, sabe que as músicas são incríveis! Como o filme se passa na década de 60, o figurino é super glamuroso e os cabelos são grandes e bufantes! Além de Queen B e JH, o filme conta com Eddie Murphy e Jamie Foxx.

4- Toda mulher tem sua princesa Disney preferida, e eu não sou diferente. Como a minha preferida é a Bela, nada mais justo do que na minha seleção, tenha o musical da A Bela e a Fera. A história é a clássica da Disney e as musicas são incríveis! Também assisti a peça em São Paulo, mas ela existe em versão compacta no Magic Kingdom, em Orlando.

5- Rock of Ages é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Na Broadway atualmente tem sua versão em teatro, mas não assisti (ainda!). O filme conta a história de dois cantores de rock que tentam o estrelado em LA. O elenco é de peso, contando com Julianne Hough, Diego Boneta, Tom Cruise, Russell Brand, Catherine Zeta-Jones, Alec Baldwin e Mary J. Blige. Para quem gosta de rock e quer ver uma versão diferente de musicas épicas de Bon Jovi, Scorpions, Journey, Guns’N’Roses, entre outros, esse é O musical. Quem não curte muito esse estilo, vai gostar também, pois o filme é super engraçado e muito bem dirigido.

6- Tive que fazer um top 6, porque o musical do Tim Maia não podia faltar. Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais desenvolve a arte do teatro musical, perdendo somente para os Estados Unidos e para o Reino Unido, por isso cada vez mais se escuta produções nacionais nessa área. Assisti o Tim Maia em BH e sinceramente não deixa a desejar nada das produções americanas ou inglesas. O musical contava de maneira engraçada a vida de Tim Maia, uma grande voz nacional. Em BH, o Tiago Abravanel, não se apresentou por conflito de agenda com a Globo (plim plim! Hahaha), mas o seu substituto era tão bom quanto. O melhor dos musicais de artistas nacionais famosos é que você conhece a maioria das músicas, o que faz a platéia cantar junto! Por isso, quem tiver a oportunidade de ver algum musical nacional não deixe de ir, pois será uma noite agradável e super animada!

Que dificuldade de escolher os meus favoritos! São tantos!!!! Ainda indicaria: Elis: A Musical, Grease, Hairspray, Moulin Rouge, Mary Poppins, Magico de Oz, Noviça Rebelde, O Fantasma da Opera, Mamma Mia, Cats, Les Miserables, Cabaret (na sua versão nacional, teve Claudia Raia divando!), West Side Story, Chicago, Funny Girl, Rent, Jesus Cristo Super Star, Fame, Burlesque, Nine, Footloose e o mais atual de todos que eu amo também (e vai ter a sequência) A Escolha Perfeita.

Vocês já assistiram? Gostaram do meu TOP6? Alguém me sugere outro ou mudaria algum de lugar? Alguém conseguiu ir no da Cássia Eller? ME CONTEM!

Camille e Rodin

Belo Horizonte não é uma São Paulo em termos de ter muitas variedade peças de teatro, mas recebemos muitas durante o ano. Por isso, quando meu pai leu sobre Camille e Rodin e nos convidou para ir, como não ir? A peça só iria ficar um final de semana aqui e fomos nesse último domingo. Para aqueles que pensam que teatro é caro, a inteira era 40 reais, então acredito que de vez em quando, para uma peça que é de seu interesse vale a pena.

A peça foi no Teatro Bradesco, que fica no Minas Tênis I. O teatro é novinho, ótimo, super confortável, o som é excelente, tem acessibilidade para os cadeirantes. Só tenho uma crítica, não tem um corredor no meio, por isso as fileiras são imensas, fazendo com que as pessoas tenham um certo problema para se locomover. Tirando isso, o Minas e o Bradesco estão de parabéns!

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Quem não está de parabéns são as pessoas que vão a esses eventos e não desligam ou, no mínimo, colocam o celular no silencioso. Os atores pararam a peça três vezes devido a celulares tocando! Não custa nada gente! Claro, que acontece de você esquecer uma vez ou outra, mas podemos tomar um cuidado no teatro ou cinema para não atrapalhar ninguém né?

Agora, vamos ao que interessa! A PEÇA!A peça foi incrível, ela está em cartaz pelo Brasil há 2 anos e conta com Leopoldo Pacheco (Valter, em Jóia Rara!) e Melissa Vettore como atores. O cenário é simples, sem muitos efeitos especiais, mas era coeso e dava a possibilidade de fazer vários momentos vividos pelas personagens. Rodin e Camille é um drama baseado na vida real de dois grandes escultores franceses, Auguste Rodin e Camille Claudel. Conhecia Leopoldo pelo seus trabalhos na Globo, então sabia que ele era bom, mas quem realmente se sobressaiu e me surpreendeu positivamente foi a Melissa. A atriz, que não é muito conhecida, brilhou, se entregou completamente a personagem que demandava falas dificílimas e uma intensa expressão corporal.

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A peça se passa em Paris e são flashbacks lembrados por Camille enquanto ela está internada no manicômio. A história é intensa, mas é real. Camille era uma escultora que tinha problemas em ser aceita pela sociedade machista de sua época, que acreditava que mulher não podia ser escultora ou, se fosse, só poderia fazer certos tipos de esculturas, como bustos, mas nada como mulheres ou homens nus. Além disso, ela se apaixona pelo seu mestre, Rodin, e aceita viver como sua amante por 15 anos, vivendo intensamente com ele. Entretanto, ela ficou frustrada de ser a outra e percebeu que ele não largaria a primeira namorada e mãe de seu filho, Rose, e, por isso, decidiu largar Rodin. Na mesma época, ninguém comprovava sua obras e, pior, as pessoas fizeram boatos que quem fazia as suas obras era Rodin. Camille ficou em um forte estado depressivo, nutrindo um sentimento de amor e ódio por Rodin, passando a ter alucinações. Seu irmão, diplomata, a internou em um manicômio e foi lá que ela passou seus últimos 30 anos de vida, enquanto Rodin se tornou super conhecido e se casou com Rose depois de 55 anos de relacionamento.

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Os trabalhos dos dois escultores são impressionantes e realmente há muitas semelhanças entre eles, por isso separei os meus favoritos para vocês verem. Eu adoro as expressões francas das peças de Camille e as formas perfeitas de Rodin. A maioria das peças de Camille foram destruídas por ela, mas algumas permaneceram intactas. As obras dos dois estão, em maioria, em Paris no Museé Rodin. Alguém já foi? As minhas escolhidas foram “O Beijo” e o “O Pensador” de Rodin que são clássicos, que mostram a destreza que ele tinha com o mármore, fazendo formas perfeitas do corpo humano. Já o meu favorito de Camille é “A idade madura” , que é um retrato de Rodin escolhendo Rose e deixando ela para trás, a realidade da peça faz com que ela fique ainda mais viva e rica em detalhes como as expressões dos representados.

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Infelizmente, a peça só ficou aqui por um fim de semana. Se voltar aviso vocês. A programação do Teatro inclui Disney Live e Rafinha Bastos, então tem para todas idades e gostos, o site dele tem todas as informações e preços dos próximos eventos.
http://www.teatrobradesco.com.br

Quero saber se alguém foi nesse fim de semana e o que vocês acharam, além disso me contem se tem alguma peça que vocês amaram e que seja um must see! Já sabiam da história de amor e arte de Rodin e Camille, gostam das obras deles? Me contem tudo!!!