O Porto por fora das rotas turísticas -Parte 2

Continuando às dicas dadas pelo Victor sobre Porto, espero que gostem!

Matozinhos:

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Matozinhos é uma cidade que fica na região metropolitana do Porto. Assim, não é propriamente Porto, mas como a linha do metro vai até lá, não há porque não considerar como se Porto fosse, não é verdade?
Bem, vamos ao que interessa.
Matozinhos é o lugar onde você irá encontrar um lado mais moderno do Porto. A arquitetura muda completamente, e as instalações de todos os lugares são bem mais nova. E como as diferenças não poderiam parar por aí, ao contrário da maioria das praias europeias, a Praia de Matozinhos tem areia fina, branquinha e o mar não é tão insuportável de gelado (não esperavam que fosse falar que a agua fosse quente né?! Hahaha). O clima na orla é super prazeroso, e mesmo que você não queira aproveitar a praia, o calçadão abre a possibilidade para um passeio de bicicleta, skate, patins e afins…
No fim da praia (ou início; sei lá) é onde fica o Castelo do Queijo. Eu, como amante de uma boa culinária, já tinha ouvido falar que Portugal era muito famoso pelo queijo da Serra da Estrela (É UMA DELÍCIA! Quem conseguir experimentar, verá que não minto), mas até então não tinha comido. Por isso, me dirigi logo pra lá. Contudo, como o mundo não é perfeito, não tinha nada de queijo por lá.
Na verdade, Castelo do Queijo é um nome que popularmente chamam o Forte de São Francisco Xavier, pelo fato de ter sido construído sobre uma rocha de granito que, à época, parecia com um queijo. Assim, o forte que realmente parece um castelo daqueles que se imaginamos quando criança, com uma ponte que leva até a entrada da muralha, guarda um museu histórico-militaraberto ao público. E devo confessar que por mais que tenha tido uma quebra de expectativa negativa, o museu foi outra, porém, positiva. Normalmente não pensamos muito nos pequenos detalhes que envolvem uma guerra, mas lá, ainda que de maneira mais simplificada, há detalhes do armamento, da vestimenta e do comportamento de todos aqueles que serviram ao exercito português no passado (desculpem, mas não me delongarei na história).
Ainda na visita a Matozinhos, todos devem ir ao SeaLifePorto. Ele é um aquário lúdico, não é tão grande e tão expressivo como o Oceanário de Lisboa (outro lugar que não podem deixar de ir), mas que promete trazer muito mais integração do que os aquários convencionais! A visita não é cara (compre aqui link: http://www.visitsealife.com/porto/compre-os-seus-bilhetes/), e ainda existe a possibilidade de pacotes com preços reduzidos para famílias e grupos de visitantes. E o horário de funcionamento é: Seg-Sexta 10h00 – 18h00 e Sáb e Dom
10h00–19h00.

Estádio do Dragão:

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O estádio do Futebol Clube do Porto foi inaugurado em 2003 para a realização da Eurocopa de 2004, sediada por Portugal. Ele é talvez um dos responsáveis por impulsionar a arquitetura moderna nos estádios. Mas não para por aí. O Estádio do Dragão foi o primeiro estádio europeu a conseguir a certificação “GreenLight”. (certificado da Comissão Europeia que premiou oesforço realizado em termos da utilização racional de energia e na qualidade da iluminação).
O povo português em geral também gosta de sempre comparecer para apoiar seu time, neste caso, o Porto. Assim, além de visitar o Museu do FC Porto que tem suas instalações dentro do próprio estádio, aconselho tentarem ver um jogo do Porto.
O estádio fica na via Futebol Clube do Porto, número 415, Porto, e está aberto para a visitação das 10hrs às 19hrs, ressaltando que as segundas-feiras o horário de abertura é, um pouco mais tarde, 14:30hrs. Os preços vão de EUR5,00 a EUR15,00 dependendo da idade e dos passeios que escolher.
E não se esqueçam: “Alêêêê Puuuuortô!” (como vulgarmente se gritam nossos irmãos portugueses).

Então é isso. Espero que tenham gostado das dicas. E não se esqueçam de reservar um ou dois dias a mais para visitar o Porto por fora do que as empresas de turismo ordinariamente colocam nas rotas!

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Um majestoso castelo no meio da Califórnia

O Hearst Castle, fica no topo de uma colina na cidade de San Simeon, na Califórnia, EUA. Ele tem esse nome, porque seu dono era William Hearst (1863-1951), um famoso magnata da mídia, que herdou da sua mãe o terreno onde construiu o seu palacete e viveu lá por 20 anos com sua amante Marion Davies, recebendo muitos convidados com todo luxo possível (#ostentação!). O Castelo é composto pela Casa Grande e pelas três casas de hóspedes, a Casa Del Mar, – a maior das três, com 19 cômodos – a Casa Del Sol, – tem 18 cômodos e tem esse nome por ter uma vista para o pôr do sol – e a menor delas a Casa Del Monte – com 10 cômodos e vista para as montanhas. Hearst morou na Casa Del Sol até que a casa principal ficasse pronta e depois de ver o resultado final disse : ” Se soubesse que ia ser tão grande, teria aumentado as pequenas”. Gente, qualquer uma das “pequenas” estavam ótimas para mim, esse homem era o “Rei do Camarote” na época dele!

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Para conhecer a mansão, existem vários tours com guias explicando cada detalhe. O “Tour One” foi o que eu fiz e é recomendado para quem visita a casa pela primeira vez, ele inclui o Térreo da Casa Grande, uma das casas de hóspedes, as duas piscinas e parte dos jardins. Os demais passeios exploram os outros andares da casa grande. No verão e na primavera há passeios à noite, com atores vestidos à moda dos anos 1930. O castelo abre todos os dias às nove horas e os ingressos custam 25 dólares para adultos,12 dólares para crianças de 5 a 12 anos e grátis para os menores de 5 anos. Pode parecer salgado o preço, mas garanto que vale cada centavo!

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A Casa Grande é cheia de obras de artes, tapeçarias e muitas salas diferentes. A Sala de Bilhar, o Refeitório, a Sala de Reuniões, o Cinema (sim, com 50 lugares!) e a Piscina Romana (interna, aquecida, dourada, linda e que era ponto de encontro românticos) são os pontos altos do térreo da casa principal. Nos demais andares, ficam os inúmeros quartos e banheiros.

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Além disso, o Sr. Hearst transformou a encosta árida, típica da Califórnia, em um Jardim do Éden. Os jardins são incríveis, com longas palmeiras, carvalhos de 200 anos e muito mais nos 510 mil metros quadrados de área verde (não, você não leu errado!). Existiam 5 estufas com flores coloridas no ano todos, 4.000 árvores frutíferas e acreditem se quiser, um pequeno zoológico particular, chamado Camp Hill, em que viviam leões, ursos, elefantes em jaulas (ainda existem algumas na propriedade) e outros animais soltos, como zebras e girafas. Quer mais ostentação? Prepare-se porque tem mais! Hearst era fã de atividades ao ar livre e por isso, mandou construir uma pista de corrida de cavalos coberta para que pudesse cavalgar até sob chuva e instalou quadras de tênis sobre a Piscina Romana Interna. O local mais “a cara da riqueza” de todos é a Piscina de Netuno, com 32 metros de extensão, toda de mármore branco e cercada de colunatas, colunas, reproduzindo um típico templo grego.

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Em forma de curiosidade para meus amigos e amigas (principalmente elas!), arquitetos e engenheiros, a arquiteta que desenhou e supervisionou essa obra gigante foi Julia Morgan. Ela foi uma das primeiras mulheres a se formar e engenharia na faculdade da Califórnia, em Berkeley e a primeira a receber o diploma de arquitetura de École Nationale e Spéciale des Beaux-Arts de Paris.

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O Hearst Castle foi um dos lugares mais surpreendentes que já visitei. Quem estiver indo para os EUA e tiver a oportunidade de ir a Cali não deixem de ir nesse incrível lugar! Espero que tenham gostado e se interessado! Alguém já foi? Alguém quer ir?